Bem-vindos ao Maria Duarte Online, onde uma professora de Inglês luta, via Internet, por um lugar no meio artístico, seguindo exemplos como as jovens Mia Rose ou Ana Free.
Nunca é tarde para que os nossos sonhos se realizem... Porque um ser-humano sem sonhos é como um ribeiro sem água... Posso jamais atingir a meta... Mas não posso deixar de correr.
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Entrevista

Entrevista com Maria Duarte
Por: Joana Dias

Como surgiu a ideia de criar um site para divulgar o teu trabalho?
R:
A ideia surgiu há cerca de três anos. Sendo que tanta gente coloca anúncios e currículos na Internet, em busca de trabalho, porque não eu? Contudo, só este ano resolvi divulgá-lo como deve ser, porque não estava numa boa fase e pensei: tenho de me agarrar a alguma coisa que me faça feliz. Teatro, estava muito difícil… Então, agarrei-me à música. Se a mia Rose e a Ana Free conseguiram, porque não eu?

Consideras-te mais actriz ou cantora?
R:
Claro que me considero mais actriz, uma vez que possuo formação nessa área. Infelizmente, não há muita forma de lutar por esse mundo, como estou a fazer pela música. Além disso, o mundo do teatro é demasiado elitista, pelo que tenho pouquíssima oportunidades de mostrar o que valho, e o da televisão, mais elitista ainda é. Só querem pessoas já conhecidas, ou com factor “C” de “cunha” ou meninas altas e magras.

Noto uma pontinha de desgosto nas tuas palavras?
R:
Sem dúvida. Penso que as pessoas deveriam vencer pelo talento e não pelo aspecto ou pelos outros motivos que nomeei.

Então, gostas mais de representar do que de cantar?
R:
Não disse isso. É difícil escolher. Estou como o Marco Paulo, tenho dois amores. [risos]

Então, o teu sonho é fazer musicais…
R:
Tenho muitos sonhos, mas os maiores são contracenar com o mau maior ídolo, que é a actriz brasileira Eliane Giardini e, claro, ser actriz de musicais, sem dúvida.

Sei que já participaste num musical. Qual foi a sensação?
R:
Fiz uma peça totalmente amadora, mas muitíssimo divertida e interessante, no teatro da Escola Salesiana do estoril. Era uma peça musical de humor negro, chamada “E Se o Mundo Acabasse Agora”, em que eu fazia o papel de Morte, uma morte muito vaidosa, mas horrorosa [risos], de maquilhagem escura e carregada e peruca preta, comprida.
Apesar de ser uma peça amadora, foi uma sensação indescritível representar e cantar ao mesmo tempo e ter o público a aplaudir e a vibrar connosco. Adorei.

Preocupas-te muito com a tua imagem?
R: Se me preocupasse, não estava com tantos quilos a mais! [risos] Sou gordinha, mas jeitosinha! [risos] E não sou de me maquilhar muito ou de ter a preocupação de andar bem vestida, toda arranjada, não tenho paciência para essas coisas. Agora, de facto, compreendo que, como cantora ou actriz, tenho de me preocupar com a linha, por isso, já comecei a fazer dieta. Mas custa tanto! [risos]

És muito gulosa?
R:
Digamos que comer é um dos meus maiores prazeres. Adoro comida. Nem são tanto os doces, embora adore doces. Adoro, mas consigo privar-me. O pior é o resto!

Sabes cozinhar?
R:
A minha especialidade é spaghetti a la carbonara. Óptimo para a dieta! [risos]

Tens namorado?
R: Se não te importares, prefiro não falar da minha vida privada.

Quem interpretaria o teu papel num filme sobre a tua vida? E porquê?
R:
Ui! [risos] Essa é difícil! Porque não eu própria? Era a forma de arranjar trabalho como actriz! [risos] Mas outra pessoa… portuguesa, a Sofia Alves, pelas semelhanças físicas. Brasileira,  a Deborah Secco, pelos mesmo motivos, mas teria de pintar novamente o cabelo e, acima de tudo., ganhar imensos quilos! [risos] Em Hollywood, sem dúvida a Britney Spears.

Porquê a Britney? És fã?
R:
Não. Confesso que nunca lhe achei grande piada, embora a ache uma dançarina estupenda e profundamente sexy. Falei na Britney também pelo tipo físico e por ser cantora.

Porque não tentaste ir ao “Nasci Para Cantar”, imitar a Britney Spears?
R:
Olha, para te ser sincera, o motivo resume-se a duas simples palavras: acordei tarde. Só me lembrei da Britney quando estava a preencher o questionário, no casting, para imitar a Shakira. Ainda passei no primeiro casting, mas no segundo percebeu-se que a minha voz não se assemelhava à da Shakira.

Porque escolheste a Shakira?
R: Porque adoro as músicas dela (embora não ache muita graça ao último single, “She Wolf”) e porque a admiro imenso como artista e como ser-humano, pela sua simplicidade e inteligência e por se envolver em causas sociais, sem fazer alarde disso. Além do mais, apesar de eu ser mezzo-soprano e ela ser contralto, as músicas dela adaptam-se perfeitamente à minha voz.

É a tua cantora preferida?
R:
Uma delas, sim. Mas o meu ídolo maior, em termos musicais, é, sem dúvida a Sarah Brightman.

Porque não a escolheste a ela?
R:
Porque era uma grande responsabilidade. Apesar da minha voz, em matéria de timbre, se assemelhar à dela, a minha potência vocal está a anos-luz da dela, que é uma das melhores sopranos do mundo.

Já a viste ao vivo?
R:
Infelizmente, não. Nunca.

Lançaste uma petição sobre o limite de idade dos “Ídolos” da SIC, para que fosse alargado, de forma a poderes concorrer. Como está a correr a petição?
R:
Não muito bem, para ser franca. Até agora, ainda não atingimos as 100 assinaturas, o que é muito frustrante. Não tenho mais formas de divulgá-lo. Procurei a ajuda de uma revista da nossa praça, tentando que uma carta minha a respeito da petição fosse publicada na parte dedicada às cartas dos keitores, mas, até agora, nada.

Podes dizer qual foi a revista?
R:
“TV 7 Dias”.

Queres deixar aqui o link para a petição?
R:
Claro! Quantas mais vezes o divulgar, melhor. É www.peticao-idolos.pt.vc.

Tens consciência de que, além do teu talento, a tua força te tem valido vários admiradores e tem inspirado muita gente?
R:
Achas? Sinceramente, até agora, não tenho visto nada disso… Mas, se o meu exemplo servir para inspirar alguém, fico imensamente feliz. É engraçado falares em força, pois ainda há pouquíssimo tempo, uma amiga minha, que também é actriz e cantora, mas a título profissional, me disse que eu era uma das pessoas mais fortes que ela conhecia. Só se for a nível físico! [risos]

Não achas que estás a ser humilde demais?
R:
Muita gente diz o mesmo, que sou humilde demais, que me menosprezo… Mas penso que sou apenas realista.

Já tens um clube de fãs?
R:
Não!! [risos] Eu lá sou alguém para ter clube de fãs? Mas é um dfos meus sonhos, sem dúvida. Talvez um dia chegue lá.

Mais uma vez, humilde demais…
R:
Não. Realista, apenas.

Que personalidade portuguesa e estrangeira gostarias de ser e porquê?
R:
Portuguesa, a Luciana Abreu, porque é linda, sensual, representa, canta, dança, tem uma voz potentíssima e consegue realizar todos os seus sonhos. Estrangeira, a Eliane Giardini, como é óbvio.

Que projectos musicais tens para o futuro?
R:
Primeiro, quero acabar o meu CD virtual de versões dos ABBA com letras minhas. Depois, talvez faça o mesmo com músicas da Shakira. Tenho duas escritas há anos e talvez as “ressuscite”.

E como actriz?
R:
Infelizmente, nada.

E espectáculos musicais, não?
R:
Veremos… Tenho dia 11 de Outubro uma participação especial no lançamento oficial da banda DaTa, no Vice-Versa Bar, em Vila Nova de Gaia. De resto, ainda não sei de nada. Há ideias, mas nada em concreto.

O que queres dizer a quem ler esta entrevista?
R:
Que me ajudem como puderem! Olha a pedinchice! [risos] Tenho de tentar de tudo. O meu lema é “fazer tudo o que for preciso, desde que não vá contra os meus princípios e não prejudique ninguém”.
É justamente isso que queri dizer a quem ler a entrevista: que adoptem o meu lema à sua vida e sejam muito felizes.

Comments

One Response to “Entrevista”

  1. 1
    isa [www.juliana-paes.org] Says:

    Tá gira a entrevista. Parabens